Nacionalização das Peças

A nacionalização consiste na substituição de peças sobressalentes (spare parts) originais dos fabricantes dos maquinários por peças nacionais, de eficiência e qualidade semelhantes.

Por Diego Macieira

Introdução

Primeiro, vamos entender como funciona o processo de importação das peças. Normalmente, a maioria dos maquinários industriais é de empresas estrangeiras, e as peças sobressalentes demoram cerca de um mês para chegar. Quando uma máquina para, a produção é interrompida, há perda de qualidade na linha e, consequentemente, elevação dos custos e prejuízos incalculáveis às empresas.

A partir disso, pode-se perguntar: e se eu importasse várias peças do meu maquinário de uma só vez?

É uma opção, mas gera muitos outros problemas. Nem todas as peças quebram, dependendo do uso. Importar sobressalentes gera estoques, perda de espaço e dinheiro parado em peças sem uso; além disso, dependendo da peça, ela pode perder a eficiência por deterioração.

O que é nacionalização?

A nacionalização consiste na substituição de peças sobressalentes (spare parts), antes constituídas de peças originais dos fabricantes dos maquinários, por peças nacionais (do país em que se deseja utilizar peças semelhantes às do país de origem do maquinário), de eficiência e qualidade semelhantes.

Por que nacionalizar peças?

Diminuição de estoque, entrega imediata, ausência de tarifas de importação e qualidade semelhante, atendendo sempre ao uso, sem perda de eficiência.

Possíveis problemas da importação

A importação gera custo elevado e, se não for bem efetuada, problemas com a Receita Federal e a aduana (que congelam capital empresarial que poderia ser destinado a outras atividades), além de longos tempos de trânsito (transporte da origem da peça até o dono final).

“Não podemos subestimar o potencial de peças impressas e da confecção de objetos nacionalizados. Baixo custo, modelagem e conformação do jeito desejado, sem muitos empecilhos de geometria: muitas vezes, é aquilo que a sua empresa sempre precisou. Confecção do seu MVP, protótipo ou produto final com moldabilidade infinita.”

Processo de nacionalização

Com o pedido de nacionalização das peças, surge a necessidade de levantar:

  • A peça a ser nacionalizada;
  • A utilização (temperatura, desgaste, atrito, elasticidade e uso);
  • A eficiência;
  • Os materiais usados na composição;
  • A demanda (quantas peças quebram em um ciclo produtivo);
  • O estoque feito para a peça requisitada.

A partir desse levantamento, ocorre um estudo para desenvolver peças que se assemelhem à peça atual ou melhorem a sua eficiência. Algumas etapas desse estudo são:

  • Modelagem 3D;
  • Impressão 3D;
  • Simulação computacional, com testes diversos, como fadiga e resistência;
  • Documentação dos estudos feitos para a peça;
  • Teste de durabilidade;
  • Escolha de materiais;
  • Testes in loco;
  • Aprovação.

Benefícios da nacionalização

Concluídas todas as etapas e validada a peça, podem-se observar como benefícios:

  • Tempo de entrega reduzido em relação à importação;
  • Estoques pequenos e necessários, o que diminui o custo de manutenção e aumenta os índices de manutenibilidade e disponibilidade das peças;
  • Diminuição dos custos de produção, devido a períodos menores de parada;
  • Redução dos custos de aquisição das spare parts na maioria dos casos.

Logo, podemos concluir que nacionalizar pode ser a alternativa que você procurava. Entre em contato com a nossa equipe e descubra como adequar o processo à sua realidade.

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